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Graça, Paz e Alegria!

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Está no Portal Evangélico Compartilhando Na Web - 02/03/2006.


Sem dúvida alguma, o livro de Romanos é o que melhor esclarece a questão da justificação. Foi nas páginas deste inspirado livro da Bíblia que Martinho Lutero encontrou resposta para o seu desespero em alcançar a graça de Deus. E foi lendo o capítulo 1º, v. 17, que Lutero descobriu que o ser humano é justificado pela fé. Também foi ouvindo o comentário de Martinho Lutero a cerca da carta aos Romanos que Wesley sentiu o seu coração aquecido, e ali ele percebeu que estava sendo justificado pela fé em Jesus Cristo.

A peregrinação espiritual de Martinho Lutero, e também de João Wesley, fora essencialmente à busca de um Deus que lhes fosse gracioso. Pois, principalmente Lutero, percebeu que não era possível fazer boas obras suficientes para agradar ou satisfazer a justiça do austero juiz, Deus. Mas ele descobriu na doutrina da justificação pela fé a essência das Boas Novas de Deus. Não seria necessário que ele, o monge Martinho Lutero, pela mortificação de seu corpo, pelas horas infindas se confessando, pela quantidade de rezas feitas, satisfizesse a justiça de Deus. Bastava confiar a sua vida nas mãos de Cristo, cujo sacrifício já era suficiente para satisfazer o pecado do mundo inteiro. Sua justificação seria por meio da sua fé em Cristo e não naquilo que ele (Lutero) pudesse fazer (Revista Em Marcha, 1992, p. 38).

2 Benefícios da Justificação:

Paz com Deus e consigo mesmo:
Tanto Wesley como Martinho Lutero viviam atormentados com a ideia do juízo e da justiça de Deus por causa dos seus pecados. Martinho Lutero chegou a ponto de, a todo o momento, confessar-se ao padre. E, findando uma confissão, se ele se lembrasse de mais algum pecado, no mesmo instante voltava e se confessava novamente. Até o monge que o ouvia, irritando-se com tantas sucessivas confissões, mandar-lhe cometer algum pecado de verdade, como matar sua mãe, cometer adultério etc..

A justificação produz paz em nosso coração, e esta paz é completa. Ela produz paz com Deus, pois sabemos que através de Jesus ele nos perdoou os pecados. Também produz paz conosco, pois sabemos que podemos confiar nessa graça manifesta em Jesus Cristo. Não mais precisamos estar a todo tempo fazendo penitências e sacrifícios, pois a justiça de Deus se revela em perdoar os nossos pecados, isto é, os pecados daqueles que se arrependem.


Confiança e Alegria:
Lutero, de tanto sacrifício em busca da justificação, chega a ponto de dizer que não ama a Deus. Wesley, após voltar de uma campanha evangelística, diz que fora evangelizar os índios, mas quem poderia convertê-lo? Ambos eram teólogos, conhecedores das Escrituras, mas não tinham alegria nem confiança em Deus. Sempre estavam sentindo um peso, algo que lhes atormentava a alma, o coração. Até o momento que se depararam com a revelação da Escritura e compreenderam o verdadeiro sentido da justificação pela fé. Tanto Wesley, como Lutero, sentiram o coração transbordar de alegria e confiança, pois compreenderam a verdadeira face e justiça de Deus, que é salvar o pecador.

E como temos vivido? Experimentando a paz e a alegria em nossa caminhada cristã ou ainda falta algo? Medite nisso hoje! Espero que você já siga em paz e alegria e que possa manifestar isso para outras pessoas. Mas se ainda não segue assim, hoje é o dia da mudança. Confie e o Espírito Santo dará a você a convicção e o entendimento da Justificação.



Graça, Paz e Alegria!

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Quando leio o texto de Hebreus 11 vejo muitos que vivenciaram sua fé e que viram grandes eventos da parte de Deus. Mas gostaria de destacar ao menos um ponto aqui:

Ler a história depois do ocorrido dá um ar de "santidade" e certa "facilidade". Até mesmo nos momentos que notamos as dificuldades, temos a impressão que nem foi tão sério assim. Abraão, o pai da fé, teve medo de morrer por conta da formosura de sua esposa. Moisés, ao fugir do Egito, poderia ter morrido. O seu chamado mostra a situação humana diante de sua inquietação sobre fazer ou não a obra. Há muitos exemplos que precisamos observar e ter claro: o coração acelerou, a preocupação bateu e alguns até enfrentaram dificuldades.

Hoje em dia se acha que se apresentamos preocupações é porque não temos fé. Medo então... O problema não é sentir isso! Esses sentimentos são naturais da condição humana e até sem notar podemos entrar por esse caminho. O problema é dar mais atenção ao medo ou a qualquer preocupação do que devemos realmente dar. O medo e a preocupação não podem nos impedir de seguir e buscar a realização da vontade do Senhor, por fé. Se olharmos para o medo ou para a preocupação, podemos desistir ou ir muito devagar no que temos que fazer. Mas por fé, passamos por cima do medo ou da preocupação, entregando isso ao Senhor, crendo que Ele fará o melhor em nós e através de nós. Mesmo que as circunstâncias sejam desfavoráveis, se o Senhor chamou você para algo, saiba que você deve fazer a obra, por fé, sabendo que no tempo certo as coisas estarão em ordem.

E ao passar por problemas ou dificuldades? Há alguns que defendem maldições hereditárias, presença de pecados ou falta de fé. Sobre maldição hereditária, eu não posso negar o que a Bíblia diz. E, exatamente por isso, não posso negar que o inimigo tente causar problemas a várias gerações de uma mesma família com um problema igual. Agora, a mesma Bíblia revela que Jesus se fez maldito ao ir para a cruz (Gálatas 3.13). Ele levou o castigo, o pecado, a maldição, essas coisas que estavam sobre mim. Tenho que tomar posse dessa verdade. Muitos tomam posse de bênçãos materiais que o Senhor pode ou não ter dado. Mas não tomam posse dessa bênção espiritual: Jesus levou sua maldição! Os encontros para "quebra de maldição" deveriam ser apenas encontros de estudos de crescimento espiritual, de busca de santidade, um discipulado, para auxiliar cada um a entender essa verdade: a maldição que estava sobre mim (qualquer maldição) foi levada por Jesus.

Sobre estar em pecado, há casos que é assim mesmo. Não podemos negar que alguns precisam passar por processos mais dolorosos do ponto de vista humano para entender a verdade. Alguns usam a expressão "ou vem pelo amor ou pela dor". Eu, pessoalmente, entendo que é ou pelo amor ou pelo amor mesmo. Até passar por dificuldades para "abrir os olhos" é manifestação de amor, pois o Senhor está dando mais uma chance para a pessoa se acertar. Agora, não podemos definir que qualquer pessoa que esteja passando por problemas é porque tem pecado. Há casos em que o Senhor apenas quer mostrar a Sua glória, auxiliando a pessoa a sair daquela situação (por exemplo João 9.1-3), ou está moldando o caráter da pessoa para uma realização (como foi com José, por exemplo - Gênesis 37 - 50).

E falta de fé... Pode ser, não posso negar que uma pessoa pode realmente vacilar em sua fé e não conseguir ver as coisas se acertarem. Mas não dá para generalizar. Mateus 15.21-28 mostra a história de uma mulher que tinha fé e ainda assim teve que insistir muito para mostrar a sua fé e alcançar o que precisava. Se ela não tivesse fé desde o começo que poderia alcançar a resposta positiva ao seu pedido, ela nem teria começado a busca. Além de começar, teve que insistir durante algum tempo. Muitos desistem logo na primeira crise. Mas seguindo o exemplo daquela mulher, se cremos que o Senhor pode fazer ou ainda, que Ele mesmo nos deixou claro que é o caminho a seguir, não podemos desistir diante de dificuldades. Devemos seguir em frente.

Muitos buscam a fé quando estão em dificuldade e quando as coisas se acertam, largam as coisas para lá. Mas há aqueles que declaram sua fé quando as coisas estão em ordem e no menor sinal de dificuldade, vacilam naquela que parecia ser uma fé inabalável. Os dois casos não são bons. Afinal, buscar a fé quando tem problemas pode gerar em nós a falsa ilusão que podemos buscar quando temos dificuldades apenas. Há alguns que se convertem em momentos assim e entendem que devem buscar o tempo todo, em bons ou em maus momentos. Mas há aqueles que só buscam no meio da crise e abandonam depois que as coisas se acertam. E os que estão cheios de fé sem problemas e vacilam diante dos mesmos, podem acabar abandonando definitivamente a fé, por não ter profundidade no Evangelho para enfrentar o "dia mal" (Efésios 6.13). Alguns podem colocar as bases da fé genuína, mas muitos casos mostram que a fragilidade da fé pode causar mais desistências que o contrário.

É muito importante termos fé! Não para termos nossos desejos atendidos por Deus como se Ele fosse o "gênio da lâmpada", mas para crescer em comunhão com os irmãos, divulgando a fé e compartilhando uns com os outros aquilo que o Senhor fez e é. Para criarmos as raízes necessárias para o crescimento de nossa estatura cristã. Confiar que o Senhor pode fazer e crer que Ele está no controle, qualquer que seja a situação, a resposta ou o momento. Para que seja assim, temos que viver de forma a agradar ao Senhor. Buscar Sua vontade, a santidade, o crescimento espiritual. Dessa forma, podemos fundamentar a nossa fé com base sólida e não apenas em realizações, em respostas ao que oramos ou diante de necessidades. A fé vai além de esperar o que o Senhor pode fazer: a fé nos leva a buscar o Senhor que pode fazer e não apenas o que Ele pode fazer. A busca muda: não buscamos apenas a bênção, mas Aquele que pode nos abençoar.

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